Stardust Zone potencializa características cognitivas dos profissionais transformando-os em diferenciais estratégicos para empresas

A atenção aos detalhes, o pensamento não-linear, a análise crítica e a criatividade são algumas das características associadas às pessoas neurodivergentes e que agregam valor e trazem os benefícios da diversidade cognitiva às empresas. E essas competências são evidenciadas pela Stardust Zone (www.stardust.zone), startup que quer transformar o mercado de trabalho com a inclusão de talentos neurodivergentes – que somam de 15% a 20% da população mundial.

“Pesquisas mostram que a rentabilidade de equipes neurodiversas supera em 36% a de times homogêneos e que funcionários em companhias que apostam na neurodiversidade têm uma probabilidade 152% maior de propor novas ideias. Ainda assim, a taxa de desemprego desses profissionais pode chegar a 80%, porque as empresas ainda enfrentam desafios significativos para aproveitar o potencial deles”, aponta Sarah Fernn, que criou a socialtech após ser diagnosticada com TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) e autismo e perceber as dificuldades de empregabilidade, a discriminação e a falta de informações estruturadas sobre essas condições.

A neurodivergência abrange naturezas como autismo, TDAH, superdotação, dislexia, transtorno de personalidade borderline, transtorno bipolar, discalculia, altas habilidades e dispraxia, sendo que cada indivíduo apresenta habilidades e formas de pensar distintas – e que desafiam os modelos tradicionais. “A falta de compreensão e de suporte adequado dificulta a formulação de políticas públicas eficazes, a criação de ambientes mais inclusivos e ações mais assertivas – como as que desenvolvemos na Stardust Zone”, relata a CEO.

A startup opera como um hub de soluções em inclusão e acessibilidade neurodivergente, atuando em frentes como treinamento – com cursos gratuitos que potencializam habilidades técnicas e sociais – e a educação corporativa para empresas, para que estejam preparadas para contratar esses profissionais e para ter ambientes mais inclusivos e equitativos, com melhoria das métricas ESG. “Não se trata de preencher vagas, mas sim de abrir espaço para um ecossistema de pensamento diversificado, onde a criatividade, a resolução de problemas não convencionais e a análise detalhada se tornam ativos estratégicos”, ressalta Sarah.

Desde o início dos cursos, em 2024, a Stardust já teve mais de 12 mil pessoas impactadas em mentorias e projetos com empresas como Disney, O Rei Leão, Torrent Pharma, Pluxee e Banco do Brasil. “Assim como o universo é formado por poeira estelar, toda grande transformação começa com pequenas partículas de mudança. E assim nasceu a Stardust, porque acreditamos que cada talento neurodivergente é uma estrela única, com potencial para brilhar e iluminar novos caminhos – basta que encontre o ambiente certo para crescer”, conta a empreendedora.

Dupla excepcionalidade levou empreendedora a criar startup para neurodivergentes

Foi na faculdade que Sarah percebeu os primeiros traços de TDAH, que a levaram ao empreendedorismo. A rotina acadêmica exigia um nível de organização e planejamento que eram um desafio com a hiperatividade mental, a disfunção executiva, a desatenção e os episódios de esquecimento e de ansiedade. “Recebi o diagnóstico de TDAH e essa descoberta mudou minha vida, foi um ponto de virada”, conta a carioca, que mergulhou a fundo nos estudos sobre o transtorno e passou a dedicar-se a encontrar soluções para os problemas percebidos. Assim ela criou a Stardust Zone (www.stardust.zone), em 2023, para ser um hub de educação, acolhimento e oportunidades de trabalho que utiliza a tecnologia e acessibilidade como ferramentas de transformação. 

O conhecimento e o convívio com outros neurodivergentes levantaram a suspeita de autismo, que foi confirmado após avaliações com psicólogos, neuropsicólogos e psiquiatras. “Foi como encontrar peças que faltavam no labirinto da minha identidade. A sobrecarga sensorial, a exaustão social, a necessidade de processos bem definidos e os interesses intensos faziam parte de quem eu sou há muito tempo. Foi um processo longo, mas que trouxe um nível de clareza e aceitação essenciais para a minha trajetória”, diz a empreendedora, focada em promover um futuro mais diverso, inclusivo e acessível para pessoas neurodivergentes.

Sobre a Stardust

Startup voltada à valorização e inclusão de neurodivergentes ao mercado de trabalho, através da capacitação e da educação corporativa. Criada em 2023 por Sarah Fernn, diagnosticada do TDAH e autismo, a socialtech é um hub de soluções em inclusão e acessibilidade neurodivergente.